Os melhores investimentos na “Era Bolsonaro”

Postado por em jan 1, 2019 em Artigos | 2 comentários

Enfim, começou! Depois de um 2018 extremamente “tenso”, com conflitos políticos diversos e incertezas na Economia, temos, agora, um novo governo (conduzido pelo presidente Jair Bolsonaro) que, ao menos no discurso, sinaliza com uma abordagem mais liberal e mais “pró-mercado” na condução da Economia. E como os investidores podem ganhar com essa importante mudança de cenário e de postura na condução de Economia? Neste artigo, vamos ver algumas ideias e insights sobre quais os os melhores investimentos (aqueles que devem “florescer”) nesta nova fase e que tipo de estratégias poderemos explorar.   Mas antes… Vamos a uma “pequena dose de ceticismo” (que não faz mal a ninguém).   “Pé atrás”… Não se discute que as expectativas são positivas e que o clima geral (ao menos para a comunidade de investidores e empreendedores) é de esperança. Porém, nunca é demais lembrar que Jair Bolsonaro (nosso novo mandatário) não é, exatamente, um “novato” na política. Bolsonaro foi eleito com um discurso pró-mercado, pró-negócios e agressivamente liberalizante, mas, ao longo de suas décadas de atuação no Poder Legislativo, sua atuação não foi exatamente “alinhada” com o discurso adotado na campanha presidencial. A torcida é para que Bolsonaro realmente tenha se convertido para o “lado liberal da força” (ressaltando que é “liberal” no contexto econômico, pois liberal no sentido de comportamento ele nunca foi e nunca fingiu ser…). Mas não se deve descartar a hipótese (ainda que remota) de que seja mais discurso do que substância… Bem, acho que os cem primeiros dias dirão “a que ele veio”. Enfim, assumindo que nossa economia caminhe no sentido da liberalização, quais são os instrumentos de investimento em que os investidores (especialmente os pequenos investidores) devem “ficar de olho”?   Renda fixa Há décadas que a renda fixa é a categoria de investimentos dominante no Brasil. Aliás, temos aqui uma situação anômala (para os padrões mundiais) onde o desempenho histórico da renda fixa supera a renda variável (resultado dos nossos juros anormalmente altos). Se a economia “endireitar”, isso tende a mudar, e a renda fixa poderá perder parte de sua atratividade. No curto prazo, nossas taxas seguem muito atrativas (especialmente nos títulos públicos de longo prazo). Mas, se o Governo “acertar” na condução da economia, os juros tendem a caminhar para patamares mais baixos. Aliás, uma dica: o site Trading Economics consolida as taxas de juros dos diversos países – veja como está o Brasil em relação ao resto do mundo, em particular as economias desenvolvidas.   Bolsa de valores e renda variável em geral Aparentemente, a bolsa (ações, ETFs e outros ativos de renda variável) deverá ser a “estrela” deste novo período. No segundo semestre de 2018 a bolsa brasileira “ignorou solenemente” o clima ruim...

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Estamos de mudança no Facebook!

Postado por em jun 28, 2018 em Artigos, Na mídia |

Aqui um post “rapidinho” só para avisar que estamos organizando e deixando mais eficiente nossa presença no Facebook, de forma a melhorar a comunicação com alunos, com seguidores e com o público geral. Neste momento, temos ativas as seguintes páginas: www.facebook.com.br/oandremassaro www.facebook.com.br/valuemaster www.facebook.com.br/bluequant www.facebook.com.br/investidorrf www.facebook.com.br/andremassaro.com.br Solicitamos ao Facebook a mesclagem dessas páginas sob o domínio www.facebook.com.br/andremassaro.com.br que será, então, a nossa página única e oficial. Pedimos, então, que toda a comunicação conosco através do Facebook seja feita através da página que está em www.facebook.com.br/andremassaro.com.br Obrigado a...

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Os (verdadeiros) perfis de investidor

Postado por em jul 27, 2017 em Artigos |

Artigo publicado no blog “Você e o Dinheiro” do Portal EXAME em 27/07/2017 Por: André Massaro Link para o artigo original aqui. Como o leitor já deve saber, existem três perfis básicos de investidor (ou “perfis de risco”): O conservador, o moderado e o agressivo. A definição desses perfis é altamente relacionada àquilo que chamamos de “tripé dos investimentos”, que são os três fatores “fundamentais” utilizados na análise de um investimento: A Liquidez, a segurança e a rentabilidade (sempre lembrando que a liquidez está associada à disponibilidade do dinheiro; a segurança, ao risco; e a rentabilidade, ao retorno potencial). A “pegadinha” desses três fatores é que eles nunca estão presentes, em altos níveis, ao mesmo tempo (isso está associado à “lei da oferta e da demanda”). Ou seja, um investidor, no seu processo de decisão, sempre precisará abrir mão de pelo menos um desses fatores. Então, presume-se que o investidor conservador é aquele que prioriza liquidez e segurança, abrindo, assim, mão de um retorno maior. O moderado aceita um pouco mais de risco, abrindo um pouco mais mão de liquidez e segurança, em favor de um retorno potencial um pouco maior. Já o agressivo é aquele que prioriza o retorno. No caso do investidor agressivo, geralmente se presume que é um investidor mais experiente, com mais dinheiro (então, pode abrir mão de liquidez imediata) e que tem uma maior tolerância a perdas (o investidor agressivo encara perdas como “percalços” rumo a um objetivo maior no futuro). Esses são os perfis básicos. Aqueles que sempre aparecem na literatura e nos famosos “testes de suitability” das instituições financeiras. Porém, existem pelo menos seis perfis diferentes. Abaixo do conservador, podemos dizer que existe o “superconservador”. O perfil superconservador é uma coisa que veio do universo dos fundos de pensão, e tem uma história muito curiosa: Esse perfil foi definido num período de alguns anos, quando as taxas de juros caíram bastante e os títulos prefixados (ou indexados à inflação, que se comportam de maneira similar) apresentaram grande volatilidade, “assustando” investidores menos experientes. Isso levou esses fundos a criarem perfis “ainda mais conservadores que o conservador”, com carteiras que sejam compostas, majoritaria ou integralmente, de títulos pós-fixados “puros”, como aqueles ligados à Selic ou ao CDI. Abaixo do “superconservador”, ainda é possível encontrar um outro perfil. Um perfil que eu defino como “medroso mórbido”, que é aquele sujeito que tem tanto medo de perder dinheiro que sequer investe – guarda tudo “debaixo do colchão” (ou vai para a Caderneta de Poupança e afins). É aquele investidor que tem medo “até da própria sombra”. E, na outra extremidade, acima do agressivo, temos o “investidor maluco”. Aquele que, ao contrário do agressivo, não tem consciência...

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O investidor e a ansiedade…

Postado por em jul 14, 2017 em Artigos |

Artigo publicado no blog “Você e o Dinheiro” do Portal EXAME em 14/07/2017 Por: André Massaro Link para o artigo original aqui. Se tem algo de que o investidor brasileiro NÃO pode reclamar, nesses últimos meses, é de tédio… Os mercados vinham bem, com a bolsa subindo de forma mais ou menos consistente, expectativas de cortes no juros… Aí, em maio deste ano, por conta daquele infame episódio da delação de um empresário contra o Presidente da República, um gigantesco cisne negro “fez cocô” na cabeça dos investidores. Bolsa abrindo com queda vertiginosa, acionamento de circuit breaker e pânico geral… Contrariando a crença de que, após movimentos de grande volatilidade, os mercados tendem a “retornar às suas próprias médias”, isso não aconteceu (ao menos nos principais índices e ações) e ficou tudo meio “parado”. Os mercados voltaram a reagir apenas recentemente, com os últimos desdobramentos da reforma trabalhista. Mas tudo indica que teremos ainda muitas “emoções” pela frente, com a perspectiva de eleições no ano que vem, as incertezas sobre os candidatos e mesmo sobre a continuidade do governo atual. E como fica o investidor nessa (em particular, o pequeno investidor)? A ansiedade (que deriva do medo e da incerteza) é um dos grandes inimigos do investidor e responsável por uma série de decisões impulsivas e equivocadas. A área do conhecimento das “finanças comportamentais” já foi mais do que aceita (já rendeu até prêmio Nobel) e, a esta altura, poucos ainda acreditam que os investidores e agentes econômicos são “racionais”. Então, neste artigo, quero explorar alguns pontos aos quais o investidor deve prestar atenção, para reduzir o nível de ansiedade e, consequentemente, reduzir também a quantidade de decisões erradas nos investimentos, que podem levar a perdas financeiras (e outros problemas). Perfil de investidor A definição do perfil pessoal de investimentos é, talvez, a mais importante “lição de casa” de um investidor e, frequentemente, a mais negligenciada. Precisamos “enfiar em nossas cabeças”, de uma vez por todas, que o que define o perfil de investidor (ou de risco) não é “o quanto você quer ganhar”, e sim “o quanto você aguenta perder”. É comum, quando as pessoas começam a se interessar por investimentos, que se “encantem” com as possibilidades e subestimem a própria aversão à perda. Já perdi a conta de quantas vezes vi investidores “batendo no peito”, dizendo que estão tranquilos e conscientes dos riscos que estão correndo, mas que, na hora que dá um stress “de verdade” no mercado, ficam choramingando pelos cantos e reclamando que “o mundo é injusto”. Então, lembre-se de que é preciso, antes de tudo, HONESTIDADE consigo mesmo ao definir o perfil de investidor. Não se force a acreditar que você é um investidor...

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Como “fugir da Poupança”

Postado por em jul 12, 2017 em Artigos |

Artigo publicado no blog “Clube do Pai Rico” em 12/07/2017 Por: André Massaro Link para o artigo original aqui. Naturalmente, estamos falando aqui do produto financeiro “Caderneta de Poupança”, o (inexplicavelmente) mais popular investimento do Brasil, e não da “poupança” que vem do ato de poupar (“guardar dinheiro”, que é um pré-requisito para se investir). Vamos começar falando sobre essa “popularidade” da Caderneta de Poupança. Não há um motivo logicamente aceitável para justificar essa preferência do brasileiro pela Caderneta de Poupança. É um investimento rentável? Definitivamente não… É um investimento líquido? Sim, muito líquido, mas existem outros similares e mais rentáveis. É um investimento seguro? Sim, ela tem o mesmo grau de segurança dos demais depósitos bancários, mas é MENOS segura que, por exemplo, os títulos públicos (negociados no Tesouro Direto). É um investimento “fácil de entender”? Bem… desafio qualquer um a explicar, de forma objetiva, num linguajar acessível para leigos, sem gaguejar e sem “enrolações”, o que é e para que serve a infame “T.R.”… A única explicação plausível para essa preferência é a cultural. Nós fomos “acostumados” com a Caderneta de Poupança e acreditamos que é um “porto seguro” (o que não deixa de ser verdade, mas nem de longe é o “mais seguro dos portos”). E a única forma de fugir de uma arapuca criada por nossos hábitos, condicionamentos e crenças, é trabalhando nesses mesmos hábitos, condicionamentos e crenças para deixarmos de ser escravos deles. Uma forma de (tentar) criar um hábito é ir fazendo aquilo que se está tentando condicionar “aos poucos” e gradativamente. Isso é válido, também, nos investimentos. Do ponto de vista lógico, o “caminho natural” para um investidor que quer fugir da Poupança seria o Tesouro Direto, então vamos usá-lo como exemplo para ilustrar algo: Eu conheço muitas pessoas que têm “medo” do Tesouro Direto, mas a maioria dessas pessoas tem menos medo do investimento “em si” e mais medo do processo de investir. Têm medo de se “enrolarem” com corretoras, escolhas de títulos e outras coisas do gênero. Dentro da linha de estabelecer um novo hábito “aos poucos”, por que não abrir uma conta em uma corretora (qualquer uma!) e mandar a quantia menor possível (podem ser até mesmo os 30 reais mínimos exigidos para se investir no Tesouro Direto)? Aí, investe-se esse valor irrisório apenas para “descobrir o processo” e adquirir segurança nele. A mesma coisa vale para os tão festejados títulos de bancos menores (mais rentáveis e tão seguros quanto os dos grandes bancos). Porém, esses títulos bancários costumam ter um “ticket de entrada” um pouco maior (seriam mais indicados para um “segundo passo”). De qualquer forma, a melhor maneira de fugir (de vez) da Caderneta de Poupança é...

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